domingo, 21 de outubro de 2007

Portal



The impossible... is easy!

Hoje é difícil sairem jogos realmente inovadores. A maioria tem uma coisinha nova aqui ou ali, mas que não são nada de tão especial. Portal não segue esse caminho.
Suas novidades começam por ser um FPP,ou um Puzzle em primeira pessoa. Você já viu isso em algum lugar? Depois vem a Portal Gun. Uma arma que abre portais. Você atira um pra entrar e outro pra sair. Simples assim, mas muito bem implementados nos puzzles. Por fim, a maneira que o jogo mexe com o jogador, brincando com o raciocínio e o psicológico.



JOGABILIDADE:
Os controles são o padrão dos jogos em primeira pessoa. O quarteto WASD, botão de espaço para pular, Mouse para controlar a visão, etc. O botão esquerdo do mouse atira o portal azul, o direito, portal laranja. Na verdade as cores só servem para diferenciar os portais e ajudar na visualização, pois tanto o azul quanto o laranja, podem ser usados para entrar ou sair. A maneira como se usam os portais para atingir os objetivos de cada camara de Testes também é muito boa. Em certas partes se faz uso de noções de física para conseguir alcançar o objetivo. Como por exemplo estar em um local alto, e pular de lá em direção a um portal, fará você sair pelo outro portal com um impulso maior, graças a altura do salto.O mesmo vale para objetos arremessados nos portais. Mas não se preocupe, pois essas características mais específicas sobre o uso da Portal Gun, são explicadas por um computador que se comunica com você no decorrer do jogo. Inclusive, esse computador deve ser incluido na parte da jogabilidade, pois os diálogos que ele tem com o jogador, podem influencia-lo até psicologicamente. E ai vai caber a você saber o que fazer no jogo, em horas que o computador diz coisas pra você como:"Desista!Esse teste é impossível!". Isso foi um aspecto muito legal do jogo também!



GRÁFICOS:
Os gráficos são nada mais, nada menos, que a Ótima e velha engine Source da Valve.Esta que pode ser de anos atrás, e apesar de ser graficamente inferior ao que se tem hoje em dia, como Unreal Engine 3, ou mesmo a Cryengine, A Source não faz feio. Em Portal inclusive, ela foi melhorada(mais uma vez)Foi adicionado um Blur de movimento no jogo, que pode ser percebido especialmente quando há locomoção muito rápida pelos portais, ou quando se vira o mouse com mais rapidez. As texturas também estão parcialmente melhores. Talvez pelo jogo se passar sempre no mesmo abiente branco e limpo do laboratório. Porém, outras texturas menos importantes(como as que ficam em baixo d'água principalmte)são porcas até o talo! Parecem até texturas do Half-Life original.
No geral, o jogo possui gráficos muito bem acabados.



HISTÓRIA:
Jogo de Puzzle com história? Tem sim senhor! Pelo menos Portal tem, e muito boa por sinal, assim como a de Half-Life. Você é uma mulher(sim é uma mulher!) que acorda em um comodo de um laboratório, e uma voz computadorizada diz que você participará de vários testes com um equipamento especial que a Aperture Science(Nome do Laboratório)desenvolveu. Esse computador ou computadora, já que possui uma voz feminina, vai auxiliando(ou não)você no começo do jogo. Depois ele somente conversa com você, e as vezes até faz umas piadinhas. Mas quando se está perto do final, muitas reviravoltas ocorrem no jogo, o que faz a simples história de "você é alguém que está testando um equipamento em laboratório" se tornar muito mais complexa, e talvez inclusive tenha a ver com Half Life(quem jogar até o fim e prestar atenção em outros detalhes do jogo vai saber por que).



SOM:
Em determinadas partes tocam músicas High-Tech pra combinar bem com o estilo do jogo. São músicas bem legais até. O destaque fica para a música de encerramento do jogo! Engraçada de mais! Já os efeitos sonoros não são nada de diferente dos efeitos do Half-Life 2. É o mesmo esquema de sempre, onde até o som do botão "usar" é chupinhado do Half-Life.



FINISH HIM:
É um jogo excepcional! É ótimo de se jogar. Os puzzles tem um nível não tão fácil, mas também não são difíceis. O psicológico do jogador também é influenciado pelo computador que conversa com você durante o jogo. Cada vez que se joga, dá vontade de jogar mais ainda! Aliás esse é um dos problemas! Já que quando o jogo acaba, só sobram uns bonus extras pra se jogar, aí depois já era! :(
Mas é muito provável que a valve dê continuações, pois nas opções dos mapas bonus, tem um botão para adicionar novos mapas. Então deve ter coisa vindo por ai. Sem contar que a história, típica da Valve, termina sem terminar, deixa muitas lacunas assim como no Half-Life.
No mais, esse jogo é muito criativo, e é quase imperdível.

By Filipe Maia

Um comentário:

Rafael Bemerguy disse...

Muito boa a descrição deste novo jogo da Valve. Como foi dito, as únicas desvantagens do jogo são sua facilidade e sua duração pequena. Mas é definitivamente mais um dos acertos da Valve nos quesitos criatividade, gráfico (mesmo que siga a já conhecida engine do Half-Life²), jogabilidade e história. Parabéns pela ótima resenha, verde.